domingo, 2 de maio de 2010

Festa, festa e festa

Tirámos a barriga de misérias com tanta festa!
6ª feira foi dia de aniversário da Bomboca, por isso toca de passar um dia na passeata, com direito a visita ao Oceanário e tudo. Benditos vidros do dito espaço, que a Bomboca fez de tudo espalmada no aquário gigante. Ela foi palmadas. ela foi gritos, ela foi resmungos com os peixes, ela foi cantigas e ela foi até pontapés. E o vidro lá se manteve, firme e hirto, como um bom vidro deve ser. Depois foi jantarada com os tios e os segundos avós.
Sábado foi outra festa, com direito a queda de cabeça no chão e tudo, assim como balões e crianças a correr pela casa, como se quer qualquer festa de criança - e esta foi apenas a primeira de muitas...- decoração temática incluída, com balões, não de látex, que a mãe da Bomboca passa-se, mas dos outro, bem giros e que duram uma vida inteira.
Domingo foi dia da mãe. E lá fomos as duas, ma~es e filhas, à ginástica no Gymboree como duas pirosonas do mais piroso que há, com duas t-shirts iguais, da Alice no País das Maravilhas, giras, mas giras!!! E depois jantarada com duas gerações de mães!
Depois de tudo isto, quem tem força e vontade para começar uma semana de trabalho?!?!?!?
SOCORRO!!!!!

Fim de semana em grande


Acordei tranquila até sentir um formigueiro estranho no baixo ventre.

Nunca o tinha sentido antes, mas algo me disse que era o prenúncio da tua chegada.

Levantei-me, tomei banho, comi, fui para a maternidade como estava previsto.

Cheguei, fui observada, já não me deixaram sair, internamento, transferência, azáfama, confusão.

E eu, sempre tão calma, tão tranquila, vivi tudo de fora.

A espera, a terrível espera, atenuada por caras amigas, sempre a aparecer, a fazer companhia, a esconder a ansiedade, a rezar para que tudo corresse bem.

Correu, quando havia de tudo para correr mal. Já passou, não interessa.

Tu, pequenina, envolta em sangue, em cima da minha barriga, não chorei.

Tu, pequenina, o primeiro choro nas mãos de outra, não chorei.

Tu, pequenina, ao meu lado na maca, a dormir, não chorei.

Tu, pequenina, ao meu lado, no berço, as duas sozinhas pela primeira vez, não chorei.

Tu, pequenina, a abrir os olhos, à minha procura, a encontrar-me e a sorrires, juro que sorriste, chorei.

Foi há um ano e ainda choro quando olhas para mim, olhos de azeitona cheios de riso e amor.

Parabéns Bomboca!